domingo, 28 de março de 2010

Chocolate Preto ou branco? Que diferença faz?


Bom, faz e não faz diferença alguma porque no final não se trata apenas de chocolate? Hmmm é quase páscoa não é? De certo, devemos pensar em coisas doces e cativantes, pensar na história que conta o motivo pascoal católico ortodóxico e, justificar com chocolate. Bom, aescrita de hoje tem a finalidade de gerar outras escritas, outros comentários e que se comente, que se use as ferramentas que temos para expor as idéias, sem pudor nem rancor. Gostaria de estar muito errado em relação ao que venho sentido sobre o programa BBB, que está por acabar agora, com a 10ª. Edição.

Pude perceber que desde a saída da Cacal, NÓS, o povo, temos dado uma certa irrelevância para com a diversidade. Espero que compreendam todo como UM TODO MESMO. Quero crer que a intenção foi das melhores quando os primeiros grupos se auto-formaram e no meio daquilo tudo, de toda aquela avalanche de informações, o grupo “coloridos” tinha um propósito de levar informação mesmo sem conhecer seus principais “atores”... Fazendo uma leitura mais profunda do andamento do programa, devo dizer e concordar com a ótica de uma professora, que certo dia começou a instigar seus pupilos sobre a tendência natural da ordem do brasileiro. Ainda não sei se eu fico triste ou não, o fato é que ela tem razão e, tudo leva a crer que o povo brasileiro não é simpatizante. Não que não tenha uma grande quantidade de simpatizantes, mas que a força tradicional é muito mais forte, manipuladora e sim, preconceituosa.

Ontem, 27 de Março Dicesar (http://pt.wikipedia.org/wiki/Drag_queen) foi eliminado e isso eu já previa em função dos fatos, em função de perceber que o povo se identifica mais com o Dourado justamente pela posição cristã, de concepções antigas e válidas, mas que já precisam ser revistas porque o tempo não para e sim, a força dos não convencionais (por assim dizer) aumenta significamente. Falando no tempo, lembro de Cazuza, que me traz Renato Russo (que fez aniversário ontem e teve lindas homenagens na TV), que me lembram tantos outros pouco conhecidos, e o que isso importa, não é? Abaixo, tem um link explicando o que a que me refiro com relação ao BBB, e é bem íntegro: http://mauriciostycer.blog.uol.com.br/arch2010-03-28_2010-04-03.html.

A emissora que tem próximo o final do programa BBB, massiva na rede nacional brasileira ainda faz uma premiações de os melhores do ano, cujo prêmio de melhor cantor ao invés de ir para Seo Jorge ou Daniel, vai para o católico Padre Fábio de Melo http://tvglobo.domingaodofaustao.globo.com/faustao-melhores-do-ano/tag/cantor/, católico, que envolve toda uma comunidade que ainda não prestou atenção que existem diferenças gritantes, que pessoas e movimentos agem sem pedir permissão porque não precisa e claro, eu fiquei sem entender qual é dessa onda de “justificar” toda uma tomada de decisão que não pegou bem para emissora detentora do programa, que por sua vez possui mídia geral do país e, que “dita” modas. Ah, Padre não deveria rezar? Padre que canta e ganha prêmio ao invés de quem vive disso? Tá muito forte o apelo... Punk.

A palavra é no sentido triste mesmo, porque se formos pesquisar a fundo a palavra, ela me traz toda uma geração inglesa, americana (etc) dos anos 70,
 http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_punk#O_punk_como_movimento_social que surgiu para mudar costumes e reivindicar sem causar. Alguém morreu? Ah, é verdade, a Europa já existe ha milhões de anos. Não é mesmo? Engraçado, que o Brasil é o primo jovem, desencanado e ainda em crescimento que deveria ter todos os melhores exemplos, mas que nunca aprende e sim, continua enxotando seus colaboradores, todos nós que saímos buscando respeito, dinheiro e qualidade... Por exemplo, todos somos donos do Brasil, certo? Sim, porque eu pago impostos, eu recolho taxas e se for pensar num plano telefônico, é a mesma coisa, porque eu pago X para ter o serviço e aquilo é meu. Ponto. Meio óbvio isso...

Agora, até quando isso vai acontecer, será que algo drástico precisa acontecer para que as pessoas acordem, será que precisamos de um tsunami ou algo tão ácido como o que venho escrevendo? Não se preocupem, eu pago minha taxa mensal do sanatório mais legal da cidade, porque se eu surtar, ou for julgado como tal, já garanti o meu. Alguém mantém algo do que foi dito, alguém remenda, rebate? Viva a democracia da internet, que propicia isso, esse poder, e toda minha bagagem que permite ver o que quero, não o que me “oferecem”.

Um salve geral, comentar é preciso.

Flávio.
Ps:. Quanto custa apenas viver como iguais? Como seres humanos iguais?