Salve! Eu confessei ontem que as vezes tendo a me "encolher" quando preciso pensar rapidamente sobre algo, responder algo de bate-pronto!
Sim, é uma desvantagem que precisa ser analisada com carinho, até porque me deixa vulnerável aos olhos alheios. Mas o que acontece, é que cada ser tem uma válvula de escape e ela nem sempre é tão acertiva quanto gostaríamos.
É como consertar um carro, fazer um bolo, fechar um arquivo no photoshop e por aí vai. Cada qual, ser único e pensante, segue o que lhe convém, assim como diria o Amarante do Los Hermanos.
Mas falando sobre o hoje e o agora, eu constatei que as redes sociais pouco fazem para unificar o que se propõem, já perceberam?
Nas antigas, o ICQ juntava uma moçada ainda no meio cyber, mas na real também! E pode até parecer meio insano o que e escrevo, porque sim, as pessoas se conectam para decidir qual balada pegar, qual lanchonete ir etc.
E um dos diversos encontros familiares, percebi que as pessoas se cobram mais, cobram a presença de forma avantajada, cobram o constante estar. Então, verifiquei as midias sociais como um grande vilão (e não!) das famílias, porque elas acabam apartando as pessoas. Sim, as conecta, mas não pluralmente!
E é incrível como modifica a sua presença física diante de pessoas e, de uma presença virtual, como as coisas são mais frias, impessoais... Procurar alguém pela internet pode ser uma loteria, casar então, umas 40 loterias, rs.
O que eu penso sobre, é que há hoje uma ruptura (hoje não, sempre houve, e a geração Z já já vai sofrer disso também) de gerações. São os avós que mal compreendem porque os netos ou bisnetos usam uma linguagem (+ corporal também) diferente, os filhos que não acompanham seus filhos e que tecem conversas diferentes, porque eles são públicos diferentes. Raios!
Ser diferente não significa nada, nada pejorativo! Significa somente que você nasceu em uma época diferente, isso te marca. Isso te demarca. Meus avós estão velhos, meus pais na melhor idade, eu e meus "ir+mãos" pelos 30 e a sobrinha no auge dos seus 5. Quatro gerações, quatro épocas distintas, quatro formatos de vidas e claro, quatro tipos de informações. Cada um com a sua bagagem histórica!
Particularmente, eu adoro usar a internet e tudo o que ela oferece e, ao mesmo tempo, me percebo distante. Mas também intendo quando as pessoas cobram mais a presença, mais o factual pelo factual, o estar. Estar compartilhando real time, mas ao vivo.
Acho que a grande sacada é usar toda e qualquer artimanha futurista que temos nas mãos, mas que seja utilizada com sabedoria! E claro que não esquecendo que somos pessoas que não foram criadas para viver sozinhas! ("people has not been design to live alone"
Devaneando e permeando a realidade, eu sigo. E você, pra que lado vai?
- intratavell@gmail.com -
Abs, Flávio.
Devaneando e permeando a realidade, eu sigo. E você, pra que lado vai?
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Abs, Flávio.



