sexta-feira, 26 de abril de 2013

SOBRE O HOJE, O AGORA!

Salve! Eu confessei ontem que as vezes tendo a me "encolher" quando preciso pensar rapidamente sobre algo, responder algo de bate-pronto!

Sim, é uma desvantagem que precisa ser analisada com carinho, até porque me deixa vulnerável aos olhos alheios. Mas o que acontece, é que cada ser tem uma válvula de escape e ela nem sempre é tão acertiva quanto gostaríamos.

É como consertar um carro, fazer um bolo, fechar um arquivo no photoshop e por aí vai. Cada qual, ser único e pensante, segue o que lhe convém, assim como diria o Amarante do Los Hermanos.

Mas falando sobre o hoje e o agora, eu constatei que as redes sociais pouco fazem para unificar o que se propõem, já perceberam?

Nas antigas, o ICQ juntava uma moçada ainda no meio cyber, mas na real também! E pode até parecer meio insano o que e escrevo, porque sim, as pessoas se conectam para decidir qual balada pegar, qual lanchonete ir etc.

E um dos diversos encontros familiares, percebi que as pessoas se cobram mais, cobram a presença de forma avantajada, cobram o constante estar. Então, verifiquei as midias sociais como um grande vilão (e não!) das famílias, porque elas acabam apartando as pessoas. Sim, as conecta, mas não pluralmente!

E é incrível como modifica a sua presença física diante de pessoas e, de uma presença virtual, como as coisas são mais frias, impessoais... Procurar alguém pela internet pode ser uma loteria, casar então, umas 40 loterias, rs.

O que eu penso sobre, é que há hoje uma ruptura (hoje não, sempre houve, e a geração Z já já vai sofrer disso também) de gerações. São os avós que mal compreendem porque os netos ou bisnetos usam uma linguagem (+ corporal também) diferente, os filhos que não acompanham seus filhos e que tecem conversas diferentes, porque eles são públicos diferentes. Raios!



Ser diferente não significa nada, nada pejorativo! Significa somente que você nasceu em uma época diferente, isso te marca. Isso te demarca. Meus avós estão velhos, meus pais na melhor idade, eu e meus "ir+mãos" pelos 30 e a sobrinha no auge dos seus 5. Quatro gerações, quatro épocas distintas, quatro formatos de vidas e claro, quatro tipos de informações. Cada um com a sua bagagem histórica!

Particularmente, eu adoro usar a internet e tudo o que ela oferece e, ao mesmo tempo, me percebo distante. Mas também intendo quando as pessoas cobram mais a presença, mais o factual pelo factual, o estar. Estar compartilhando real time, mas ao vivo.

Acho que a grande sacada é usar toda e qualquer artimanha futurista que temos nas mãos, mas que seja utilizada com sabedoria! E claro que não esquecendo que somos pessoas que não foram criadas para viver sozinhas! ("people has not been design to live alone"

Devaneando e permeando a realidade, eu sigo. E você, pra que lado vai?

- intratavell@gmail.com -

Abs, Flávio.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

RELEASE YOURSELF, LET IT GO!



Tem coisas que a gente faz porque sente, porque nos faz sentir um monte de coisas... hoje resolvi abrir o meu querido diário pra “deixar ir”.



Londres tem uma importância incomensurável na minha vida. Disso poucos sabem... é como um bem intangível, como tratado em marketing. É como aquela experiência que você teve quando criança, com aquela comida gringa que te trouxe um “quê” a mais, de forma que você nunca esqueceu mais... sabe assim?
That´s how I report to London. É verdade… essa semana é a semana olímpica, cujo tema,  cidade e vários conhecidos estão abordando em suas mídias sociais! 

É preciso entender da problemática (ou não) pra se desprender, viver. Perceber esse gostinho através dos outros também é valido. 

No dia 8 de junho (início do mês) eu participava de um reality show pelo canal Esporte Interativo. Um programa universitário que visou premiar uma viagem para fazer a cobertura dos jogos olímpicos. Foi uma experiência incrível, de todos os ângulos e aspectos. Foi possível descobrir tanta coisa, desvendar tanta coisa ainda não vista em mim... Foi um teste de choque sem choque. Foi uma aprovação que pra mim, tratou além das funções normais, de revisitar a Inglaterra depois de 6 anos. 

O programa levou outro participante me deixando em segundo lugar. Essa posição tem gosto de nada... nem de desgosto nem de amargo. Nada. Não me disse nada, não me acrescentou em nada. Enfim, a “passagem” pelo Rio de Janeiro e pelo canal/programa me trouxe um sopro de realidade que faltava, sabe. Mas não a que eu esperava, rs.

 
Faltava o desapego. Faltava aprender a gostar mais de tudo aqui, de gostar da tradição, da nossa favela. Faltou bater no peito e dizer:  “dá nada, pra onde eu volto tem um tanto de coisas boas, tem de tudo”.

Resolvi postar, ufa... acho que me devia isto. Acredito que agora, algumas pessoas vão entender meu humor bad, raso e chato. Algumas pessoas vão sentir que foi real tudo o que senti e pronto, que já passou.
Sem magoa, sem crise e sem adendos, eu passo por mais essa! Afinal de contas, 2 mil reais me levam a qualquer lugar do mundo, ou quase todos! Certo?

E pra não esquecer o ínterim Deste, é preciso ser Intratável mesmo. Meu último post também fazia menção à Inglaterra, how dare you life!


 E é disso que eu gosto. Desse desencontro proposital, dessa proposta sem proposta do viver ok, sem sofrer! Aprendi novamente, isso me fortalece.

Também sofre por Londres? Comente!
Valeu.

Flávio Rosa [frosa79@gmail.com]